Preços

Publicado em por Diego Lopes

Preços são alucinações coletivas. Prever com que velocidade caminham é apostar no acaso. A cobiça e a covardia humana são sempre surpreendentes. Não existe cálculo matemático para medir surtos psíquicos e a própria psicologia, nestes casos, silenciar-se-ia sobre os limites do medo e da euforia. A função de um economista é averiguar, acima de tudo, as características do ativo e as circunstâncias em que ele se encontra, dinamicamente, para ponderar a sua utilidade econômica em dado momento, donde se obteria seus fundamentos e potencialidades, mas, jamais, o preço certo ou de equilíbrio, nem tampouco dar uma certeza precisa quanto à qualidade do preço. O homem médio econômico investe visando o preço, o retorno, a especulação sobre o preço mesmo entre o momento de compra e venda. Tentar prever uma corrida de manada, que ainda sequer existiu, na verdade, é apenas um ato por si mesmo para se tentar inaugurar uma corrida de manada. É como, no meio do falatório agonizante, estourar uma bexiga e gritar que é tiro para o homem médio.

Por Diego Lopes

Círculo Liberal | Curitiba | 2017